14 de fevereiro: Valentine´s Day, o dia de São Valentim

Valentine´s Day, ou Dia de São Valentim, é comemorado dia 14 de fevereiro em vários países. Na era digital, acabou sendo adotado por vários casais brasileiros também, graças à quantidade de posts nas redes sociais.

No entanto, quem valoriza estas datas aqui no Brasil? Muito mais gente do que você poderia imaginar. Afinal,  não faltam posts nas redes sociais. Nem pessoas românticas.

Assim,, quem não tem um par amoroso no dia 14 de fevereiro pode sentir frustração. Afinal, muitas pessoas atribuem seu  ‘sucesso pessoal’  a estarem em um relacionamento amoroso – o que é uma pressão enorme e injusta.  É importante lembrar que não se deve manter um relacionamento abusivo apenas para não ficar só. Mas isto acontece muitíssimo.

Além das redes sociais, aplicativos como Tinder e Happ´n aumentaram as possibilidades de encontros que nunca aconteceriam, de pessoas que moram em países diferentes. E por isto também se comemora por aqui o Valentine´s Day, pois existem mais casais “internacionais”

Celebremos os vínculos saudáveis

Então, o que resta? Caso hoje você não tenha com quem comemorar neste ano o dia de São Valentim, encare suas dores. Não se anestesie.

Melhor ainda é poder transformar a solidão e desfrutar da solitude. Se você sabe, provavelmente fará boas escolhas.

É questão de paciência. Pode levar mais tempo mesmo – e tudo bem.E lembre-se de que, como em todas as outras celebrações do ano, nem todas as pessoas estarão felizes em 14 de fevereiro. Mesmo as que estão em um relacionamento amoroso. E tudo bem.

Sim, pode ser doloroso, como cantou o Queen em “Somebody to Love“, um ‘hino’ em que interpela Deus por estar só, depois de tanto esforço.

Muita gente se sente mais cansada da busca nestas datas. Como você está hoje? Sente algum desconforto em relação à sua vida amorosa? O Valentine´s Day “brasileiro” é no dia 12 de junho. E realmente tem mais apelo para os casais 100% brasileiros. 

Valores

Já parou para pensar quais são os valores mais importantes na sua vida? O que pode contribuir  a própria realização pessoal?

Na verdade, não estar em um relacionamento  pode ser uma escolha muito sábia, dependendo dos valores que se tem e da importância que se dá ao julgamento social. Solitude é diferente de solidão. Você pode não ter um relacionamento mas não sentir solidão. Cuide dos seus bons vínculos, que podem trazer mais paz e bem estar. Você deve saber: nem todos os relacionamentos de longa duração são felizes.  

O amor pode ser experimentado em vários tipos de relação, não apenas nas relações amorosas. Pode ser vivenciado nas relações de amizade ou familiares, por exemplo. E pode ser mais verdadeiro do que você vê e acompanha online. 

Nem tudo o que é postado é para se acreditar

Sabidamente, nem tudo o que se posta nas redes sociais é real. Nem  todos os casais que estão nas redes sociais estão realmente felizes como aparecem no Instagram, Tik Tok ou no Facebook. Afinal, quem nunca presenciou um casal que mal se fala posar para fotos nas redes, como estando feliz? Os olhos não se fixam  um no outro e sim nos seguidores que cada um tem em suas  redes sociais…

Também acontece o contrário: casais felizes que não postam – e conseguem assim se proteger da intervenção dos amigos e parentes.

Algumas perguntas você deveria se fazer quando não se sentir bem com o seu status:

  • Se está em um  relacionamento péssimo, para que continuar? É tão ruim assim ficar  só?
  • O quanto você mantém  seu relacionamento apenas para ficar bem perante o olhar alheio?
  • É possível amar o outro sem verdadeiramente se amar?
  • Quais são os seus valores? O que espera de um relacionamento? O que quer para si?

Várias indagações  podem ser feitas,  por quem quer ter uma vida com significado.

Terapia para ter melhores relacionamentos

Você pode até escolher não se perguntar nada e viver na montanha russa dos relacionamentos. Muitas pessoas emendam relacionamentos simplesmente  pelo vício nas emoções – mesmo nas ruins. Mas isto costuma ter um preço, que é cobrado mais tarde na vida.

Dependendo dos modelos amorosos que você presenciou quando criança, você elaborou crenças e esquemas mentais sobre o amor. A cultura também contribui para isto. E as suas relações iniciais de cuidados também estabelecem suas crenças sobre o quanto você merece receber de amor também.

Nem sempre é fácil romper  padrões de desamor. Pelo medo da solidão, por esquemas de dependência emocional, autossacrifício ou privação emocional, algumas pessoas aceitam qualquer migalha.

Se você hoje vive um relacionamento amoroso saudável, que faz com que você cresça, parabéns. Cuide deste vínculo, confie, esteja presente e agradeça à vida e a seu par  a oportunidade de crescimento pessoal.

E se assim não for, cuide de você em primeiro lugar. Veja que você merece carinho, cuidado, tudo o que você quer oferecer a outra pessoa, ofereça primeiro a si.

E se estiver difícil, faça psicoterapia, para descobrir porque tem sido assim.

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Thays Babo (CRP 05/23827) é  Mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio, com formação em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pelo CPAF-RIO, extensão em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) pelo IPq (USP) e formação em Terapia do Esquema, pela Wainer Psicologia.

Atende  online e presencialmente em Copacabana a jovens e adultos em terapia individual, de casal e pré-matrimonial em Copacabana.

14 de fevereiro: Valentine´s Day, o dia de São Valentim

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